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What is quality in translation?

João Vicente’s comment about people who can’t translate prompted me to open a discussion about quality.

Much has been said and written about “translation quality”. There are books, articles on peer-reviewed academic journals, blogs, and so on.

For me, quality is a well translated, well researched and well written translation. Those texts where you can’t find “the echo of the original language”. I think JV and many others share this criteria for quality.

But what about those bottomfeeders, of which we are asked to edit/revise/proofread and we find the translation is literal, spelling is lousy and syntax has taken a day off. For them, this is quality. That’s the way they learned and that’s what their market accept. Or, they don’t, but their clients just dump them without giving them any reason and they believe they are the cream of the crop of translation because they “make the translator invisible” and convey the author’s ideas verbatim. I call them “Escola de Samba da Tradução Literal” (for my English speaking friends, The Literal Translation Ensemble”).

Then, you get one these people proofreading your translation. And they claim it is of poor quality because you “did not follow the words in the original text”; you did not translate all the “pleases, yous, yours”, etc.; your “punctuation is all over the place”, and you translated “term” as “termo” and not “prazo” (when referring to the duration of a contract – in Brazilian law, it can be termo (more of this on another post). And then you have to spend a long time justifying to the PM, who does not speak your language, that you are right. Enough to blow 7 gaskets.

So, m’learned friends, what is quality?

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Some translators have not made it to the 21st century

Oh my… Some translators have not realized we are in the 21st century.

I am working on a project (about 10.000 words) with files on docx and html. Imported them all on memoQ, translated e voilà. I sent the first batch to the PM and she asked me what I did to keep the html file as it was…

I was a bit surprised as I have been working with this PM for a couple of years now and she always insists I use Trados (right…). She then told me that another translator was having trouble translating the html file and asked me how I did it… I explained that I had used memoQ but it could be done with DejaVu and TagEditor. The answer was even more baffling: The translator does not have a CAT….

Well… Yesterday, she told me the proofreader was having a hard time proofreading the html file and would send me a word file with the corrections so that I could implement them. Those of you who know me well know I have a very short fuse. Before blowing a gasket, I took 5 deep breaths and sent her the memoQ bilingual rtf and asked said proofreader to use track changes there…

Talking to other colleagues, one of them mentioned that a crappy translation he refused to proofread was returned to the original translator. He got it back and was told that aforementioned translator did not use a CAT because “Trados messes with the formatting”…. (!!!)

I had a chat yesterday with Val Ivonica and we were talking about this new “trend”. Good Lord, are they so daft they can’t figure out that there is another way of doing things?

What say you, dear reader?

 

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A new trend on the market?

First, I’d like to comment on a new “trend”, if this is the name in the translation sphere. A couple of months ago, I got a phone call from of the “vendors managers” or whatever fancy title they have from one of the big players for which I have been working on and off since 2000. Large jobs, small jobs, weird topics, a total mishmash. We always had a friendly relationship and I considered them a good and reliable client.

So, said lady wanted to discuss new rates “so that they could send me more work, as I hadn’t worked for them for some time because my rates were too high”. She sent me a lengthy email, praising their good work and stable of Fortune 500 clients, yada yada yada. The rate they were willing to pay “to swamp me with work” was 60% of I had been charging them for the last 11 years!!! I politely said No, I am not interested.  I hinted that I had lots of work at my regular rate and that I wanted to work less and earn more.

To make a long story short, since January they keep sending me work at the “new rate” and I decline them all. Now they resorted to phone calls. Again, the same answer.

To be honest, I don’t know if the PMs were informed that I don’t want to work for the new rate or if they are trying to win me over. I am standing my ground and saying NO, thanks.

If their business model is that of acquiescing to every whim of Fortune 500 companies, my business model to is charge more. The funny thing is that the other clients I work for are not Fortune 500 companies or big agencies and they are happy with my rates…

Makes you wonder…

Anyway, only this week I got an email from another large LSP asking me to reduce my price about 30% so that they could send me more work as they had detected an increase in translations into Brazilian Portuguese…. Really?

I know that the market forces and laws apply to the translation market. And I also like (and want) to pay less. But I do wonder what’s going to happen on the market – and myself, for that matter – if this trend catches on.

Better brush up other skills?

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O mundo Mac II – A missão

Por que muitos tradutores estão migrando para o Mac?

Com a migração da Apple para o chips Intel, ficou mais fácil a integração de programas. E melhor, o Mac pode rodar o Windows!!! Assim que foram lançados, comprei um MacBookPro (ou era PowerBook? Nem lembro). Instalei o Windows, pois infelizmente nós, pobres tradutores, dependemos de programas “só” pra Windows. Instalei com o BootCamp, uma sacada genial da Apple (outra) que permitia instalar o SO e usar como se fosse um pc qualquer. Tinha o porém de ter que reiniciar para trabalhar com um outro sistema. E o Windows instalava fácil: em 25 minutos, tudo instalado. O BootCamp tomava conta dos drivers. Mas era uma instalação Windwos per se, com todos os vírus, worms e malware a que ele tem direito.

Aí surgiu o Parallels: instalar o Windows dentro do Mac como se fosse um programa. Basta carregar o Parallels e botar o Windows pra trabalhar. O melhor de 2 mundos. Atualmente, nem vejo a cara do Win, entro direto no modo Coherence e abro o programa que quiser. Nem sei configurar o Win 7. E não tenho antivírus. Tem um porém: o Win 7 é pesadão e precisa de muita RAM. Instalei 8 GB de RAM no iMac e está um azougue.

Depois eu falo das CATs pra Mac. O quê? Tem? Tem sim, senhora.

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O mundo Mac

Tradutores têm como ferramenta de trabalho o computador. Por uma questão de mercado, a vasta maioria usa computadores rodando Windows. Mas há um número crescente de tradutores usando Apple Macs.

Os Macs foram uma revolução no mundo dos computadores, isto é inconteste. Lembro o frisson que seu lançamento causou, mesmo em nossa pátria amada, idolatrada, salve, salve. Para quem não começou a trabalhar na década de 80, havia um troço chamado Lei de Informática, cuja intenção era proteger o “similar nacional”. Essas besteiras nacionalistas e obscurantistas. Em 82, comecei a trabalhar com computadores. Era a Idade da Pedra Lascada da computação. Primeiro, os terminais burros da IBM que, pasmem, tinham correio eletrônico. Eram conectados a um mainframe gigantesco, que ficava no CPD, uma sala que mais parecia um iglu de tão gelada. Deus habitava este local – o analista e suporte de sistemas. Se o terminal piscasse, Deus tinha que ser invocado, parar tudo e esperar vir alguém para apertar uma tecla.

Do terminal, passei para os computadores de 8 bits. Um frigobar Scopus, tela de fósforo verde que doía nos olhos, rodando CP/M. Doía tanto nos olhos que em 1 ano de uso tive que trocar a receita dos óculos 2 vezes! CP/M dirão vocês? What the hell is that? Simples, o precursor do DOS, que não foi escrito pelo Bill Gates. Funcionava, linha de comando e tínhamos processador de texto. Wordstar! Um portento. Que delícia escrever, voltar, corrigir, imprimir em quantas vias necessárias na matricial que ressoava pelo andar todo. Só que não tinha acento. Tínhamos que redigir tudo, revisar e só depois inserir os acentos… Tarefa inglória, mas perto de escrever tudo em 3 vias na IBM de esfera, que maravilha.

Aí, em janeiro de 84, a Apple lança o Macintosh, o computador com interface gráfica e mouse!! Que coisa linda!!! Nada de ficar escrevendo e editando linhas de comandos. Viram o filme e entenderam o furdúncio todo? Mas como no Brasil tínhamos a Lei de Informática, aquilo era um sonho distante, só importado e, claro, custando uma fortuna. Só o pessoal “artístico” usava. Mas era o tema da conversa dos deuses do CPD. Como não havia youtube, twitter, nada disso, ouvimos falar do icônico comercial. Aí está ele para quem não conhecia. E lá ficamos batucando na linha de comando.

Esqueci do Mac, aprendi o DOS, veio o Word e Lotus 1-2-3. Fui usando até o dia em que fui trabalhar numa editora e me puseram diante de um Mac. Igual àquele que o Steve tirou da caixa, a “torradeira”. Imaginem vocês detepar naquela telinha de 10 polegadas P&B. Logo depois compraram um IIFx com monitor colorido. Que maravilha trabalhar com a interface gráfica. Na época, o Windows engatinhava, era ainda uma judas windows, nada de uma janela completa. E lá fiquei, de 1990 a 1999 no mundo Mac.

Mac só serve para artista gráfico, não serve para o público. Mac é caro, Mac não é compatível. Nunca dei bola pra isso. Durante anos, traduzi livros em um Performa, usando Word for Mac e a editora nunca desconfiou.

Aí mudei-me para a Inglaterra. Quelle horreur, tive que conviver com o Ruindows 98/ME. Depois de ter passado anos e anos na facilidade do ambiente Mac, ter que trabalhar naquilo. E o pior, a Inglaterra é plana e nem colinas por perto eu tinha.

Tudo mudou, os Macs hoje são caros, mas muito mais acessíveis do que há 10 anos. São compatíveis, os programas custam praticamente o mesmo, aliás sempre foi um mito em que muitos teimosos ainda acreditam, e muitos tradutores estão migrando para a plataforma.

Por quê? Aguardem o próximo capítulo.

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Apertem os cintos! O Windows sumiu!!

Semana passada, formatei o iMac. Fazia tempo que queria fazê-lo mas o tempo…. nada. Gosto de formatar o computador 1 vez por ano para me livrar do lixo que vai se acumulando. Não tem manutenção que dê conta de jogar fora cybertralhas. Embora haja programas super úteis para manutenção no Mac e, por que não dizer, grátis ou superbaratinhos, nada como uma boa formatada. Comprei o iMac em março de 2009 e estava mesmo na hora. Queria instalar também o Parallels 5 com o Windows 7, a dobradinha do MacBookPro.

A Val Ivonica me dera a dica de importar a instalação da máquina virtual (o arquivo pvm) para o Parallels evitando aquela rotina infinita de instalar Windows, 200 updates, ligar na Microsoft para pegar o código com n números para validação e tudo o mais. Já estava tudo instaladinho e funcionando: Office 2010, corretor ortográfico, Trados Studio, o Acrobat Standard com suas 15.000 atualizações. Quando instalei o Windows 7, foram 43 updates! É mole? Uma notinha antes de prosseguir. Acho uma tolice essa política da Microsoft de tantas instalações por programa. Combate a pirataria? Todo mundo sabe que não. Gosto do sistema da Apple. Não tem número de série, nunca teve, desde o meu primeiro Mac 15 anos atrás. O iWork é tão civilizado que também não tem.

Back to the cold mouton. Instalei o Parallels, importei o pvm que está no disco externo e terminei de instalar mais umas cositas – no iMac instalo muito mais do que no MBP por uma questão de espaço. No domingo, comecei um trabalho, parei pela metade e desliguei tudo.

Ontem de manhã, panic strikes in the lair of the Iarias. Cadê o Windows que estava aqui? Não, nem George nem Winston deram cabo dele. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se, foi parar em outra dimensão. O que fazer? Tia Dédi no calcanhar – uma newsletter mensal que geralmente tem 1500 palavras. Murphy não falha: 2700 neste mês. Por sorte, eu baixara o Swordfish para testar, usei semana passada num texto pequeno e gostei. Importei o tmx e glossário do dropbox e mandei ver. Rapidinho. Depois vem outro post sobre o Swordfish.

Newsletter entregue fui resolver o caso do Windows disparu. Nada, nadinha, zilch. Desinstalei o Parallels e quando mandei importar, ele mostrou uma daquelas mensagens que ninguém lê e clica Cancel ou OK. Se você estiver importando de uma unidade de disco externo… Sim, eu estava. Caiu a ficha. Bling! Bling! O disco externo estava desligado. Não deixo ligado o tempo todo, por isso não consegui carregar o Windows e já já vocês vão ver por quê. Ficha devidamente no lugar e mico pra lá de pago, copiei o pvm para o disco rígido e importei de lá.

Qual não foi minha surpresa surpresísisma quando, ao carregar o Windows, estava tudo lá: o que instalei depois e a pasta do trabalho em que estava trabalhando! Sim, o Parallels usa aquela instalação como backup! Por isso, precisa deixar o disco ligado. Agora não precisa, pois está no disco rígido.

Só para constar: carreguei o Windows hoje e tudo está fununciando senza vapore.

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Vamos começar?

Finalmente decidi entrar no mundo blogueiro. Não será bem um blog, mas meu site.

Minha intenção é mostrar meu trabalho, indicar sites e recursos interessantes e anunciar novidades. Não sou cronista, não sou escritora e não sou organizada, portanto, não esperem novidades 3 vezes ao dia. Em About você saberá quem sou.

Por enquanto é só.

Ana Iaria

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